sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Das coisas que me irritam...





Há alguns anos atrás havia uma série que adorava ver "Sai da baixo!" Um dos actores era o Miguel Falabella que fazia de Caco, uma das frases que o Caco mais usava era "odeio gentxi pobri!" (este é o meu sotaque brasileiro) "horror à pobri!". Pois bem meus caros padeço do mesmo!
Tenham calma, não me atirem já os tomates podres nem os ovos, quando me refiro a gente pobre refiro-me à pobreza de espírito, pobreza na educação. Odeio gente pobre!
Odeio gentinha que o que lhe dá mais gozo é de falar da vida alheia, adoram uma boa fofoca, adoram saber que o outro se encontra mal, está triste, adoram saber que a vida dos outros lhes corre mal, dá-lhes gozo, eleva-lhes o ego! Mas atenção como toda a sanguessuga que se preze gosta de fazer de conta que "tem pena" que o outro se encontre assim "Oh coitadinho!", "Oh se eu pudesse ajudar!", "Oh tão triste!" é razão para dizer,

¿Por qué no te callas?

Sim porque "pena" destas ninguém precisa!
Concluo que para além de lhes dar alguma satisfação esta pena maléfica, também lhes serve de entretenimento, pois a sua própria vida não é suficientemente interessante para apenas falarem dela.
Algumas pessoas defendem-nos dizendo coitados não têm educação...errado! Não é necessário ser-se dr. ou eng. para se ter educação, é preciso sim, terem-se alguns princípios e esta educação não se aprende nas escolas mas é-nos transmitida por quem nos educa, normalmente os nossos pais.
Infelizmente o nosso mundo está minado por estas espécies raras de sanguessugas que se alimentam da desgraça alheia, seja no trabalho, no grupo de amigos e até mesmo na família. As pessoas esquecem-se é que a vida é curta demais para se perder tempo com este tipo de mediocridade.
Li algures,

"You don't tell, I don't ask!"

Acredito piamente que é o melhor lema a seguir.
E é nestas alturas que prefiro viver na minha completa ignorância.